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  • Dani Lachter

Chapada dos Veadeiros I: hospedagem e gastronomia

Nesse primeiro post sobre a minha viagem para a Chapada dos Veadeiros, vou contar detalhes sobre a minha hospedagem e a gastronomia local.


Começamos a nossa jornada saindo do Rio e chegando em Brasília. De lá, alugamos um carro no próprio aeroporto e fomos rumo a Chapada. Como saímos próximo ao horário do rush em Brasília, pegamos um pouco de trânsito e levamos em torno de 3:30h para chegar a São Jorge, nosso destino final.


São 2 cidades principais na região: São Jorge e Alto Paraíso. Nós optamos pela primeira e foi a melhor escolha que fizemos. São Jorge é uma vila. As ruas são de terra, existe apenas uma farmácia e um mercado. Ela é toda muito simpática. Os restaurantes são super charmosos, a cidade é rústica e é gostosa por ser assim! É tudo muito autêntico!


A Chapada dos Veadeiros é um destino para quem curte natureza, paisagens paradisíacas e também um pouco de aventura. Digamos que é um destino um tanto "roots". Ou seja, não é o tipo de viagem que todo mundo gosta. Falando de mim, não é o estilo de viagem que estou mais acostumada e, confesso, não sou a pessoa mais aventureira (rs). Mas, como era um desejo do Dudu, meu marido, lá fomos nós.


Vou listar aqui pontos positivos e negativos da nossa viagem:


Pontos positivos


- Hospedagem na Pousada Baguá. É a melhor pousada de São Jorge e não à toa. Ela faz o estilo rústico chic, é super charmosa, o café da manhã maravilhoso, os quartos muito espaçosos e estilosos. Tem uma super infraestrutura de piscina e sauna. Dá vontade de passar o dia todinho lá!


- Desconexão. Se você gosta de cachoeiras, busca por paisagens bucólicas e longe do agito da vida urbana, lá é o local certo! Afinal, a cidade grande mais perto está há mais de 3 horas de distância de carro.


- A cidade de São Jorge. Eu amei conhecer a vila onde moram, aproximadamente, 1000 pessoas. Adorei o fato de a cidade não ser asfaltada. Andar pela cidade é muito interessante, pois você vê a vida que os locais levam. A noite, você não precisa de carro para sair, dá para fazer tudo a pé, afinal, são apenas algumas quadras.


- Culinária. Apesar de não ter comido nada típico da região, fiquei impressionada com a qualidade dos restaurantes da cidade. O atendimento é ótimo e agilizado, todas as nossas experiências gastronômicas foram muito boas. Além disso, muitos deles são extremamente charmosos, com luz de velas. Uma graça!


- Ir fora da alta temporada. Como estávamos de férias, conseguimos nos organizar para ir durante a semana. Ou seja, não pegamos fila para nada e todas as cachoeiras que visitamos estavam vazias. Falam que em feriados / final de semana / alta temporada a região fica muito e muito cheia. Às vezes, é necessário chegar super cedo para conseguir jantar.


Pontos negativos


- Pouca informação. Talvez por ser um destino mais rústico, acredito que algumas informações acabam não sendo passadas. Por exemplo, não nos avisaram que as estradas de terra seriam muito acidentadas, com pedras e buracos.


Nosso carro aguentou o tranco, mas a verdade é que ele não era alto o suficiente para passar por elas e podia ter nos causado transtornos; em relação a trilhas, no próprio hotel ou nas agências da cidade eles te falam sobre a distância / tempo de cada uma, mas não entram em maiores detalhes.


Por exemplo, se tem muita subida, se é íngrime, se a maior parte dela é aberta, necessitando levar muita e muita água, se tem pedras no caminho... como não sou experiente em trilhas, mais de uma vez me deparei com situações no meio delas que, caso tivesse sido avisada, teria ido mais preparada.


- Período de chuvas. A verdade é que nós não tivemos problemas pelo fato de estar em época de chuvas (pegamos tempo bom a maior parte do tempo). Mas, é importante atentar-se em função das trombas d’água e de chuvas no meio da trilha. Em uma delas, vimos o tempo fechar muito, ficar bem cinza e bateu um certo desespero em função de muitos relâmpagos. Também não dão informações sobre o que fazer em caso de pegar chuva forte no meio da trilha (por ex, desligar o celular!) Por isso, a atenção deve ser redobrada nesse período.


- Ir fora da alta temporada. Ao mesmo tempo que foi positivo, como listei acima, também foi um certo problema, pois mais de uma vez tentamos ir a um local que estava fechado e, na maioria das trilhas, cruzamos com pouquíssimas pessoas. Isso pode gerar um pouco de aflito.


No mais, é fundamental você saber o tipo de viagem que curte. Se quer trilhas mais longas ou mais curtas, se quer as mais difíceis ou fáceis, etc. Isso é fundamental para você escolher qual cachoeira vai visitar. São muitas e muitas opções, cada uma tem a sua beleza e a melhor pessoa para definir em qual ir é você próprio!

Aproveitamos muito a pousada! Tomamos café da manhã com bastante calma todos os dias, apreciando a vista dela que é maravilhosa e o som dos diversos pássaros todas as manhãs. A infraestrutura de piscina / piscina de hidromassagem / sauna é simplesmente maravilhosa. Amamos!



Gastronomia


Restaurante Rústico - Especializado em carnes e hambúrguer

Restaurante Santo Cerrado - o mais famoso da cidade!


Escolhemos o risoto Sensação do Cerrado, feito com cubinhos de frango, gengibre, pimenta do reino, finalizado com manga, queijo parmesão e castanhas. Quase todos são para 2 e amamos a nossa escolha.

Pizzaria Lua Nova - Pizzas deliciosas, massa fininha e muito saborosas.


Sabe aquela pizza que surpreende? Então, é exatamente assim! Ainda pedimos uma pizza doce que estava maravilhosa também.


Tia Nenzinha: para almoçar


É um buffet a kilo de comida caseira, super atende quando você chega de uma trilha com fome (rs). É o único que fica aberto até 18h no almoço.


Nos indicaram almoçar no Rio da Lua, um restaurante de frente para o rio, mas infelizmente ele estava fechado quando fomos. Fica a dica para quem quiser ir!


No próximo post vou mostrar pra vocês os passeios que fizemos! Espero que aproveitem as dicas!

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